A forte expectativa da torcida brasileira para ver Endrick em campo na estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026 acabou frustrada no empate por 1 a 1 com o Marrocos, no último sábado (13). A ausência do atacante entre as opções utilizadas por Carlo Ancelotti gerou intensa movimentação nas redes sociais e levantou questionamentos entre torcedores, jornalistas e comentaristas sobre os motivos que levaram o treinador a não dar minutos ao jogador.
Apesar do bom desempenho recente, Endrick permaneceu no banco durante toda a partida. O atacante havia causado impacto imediato nos amistosos contra Croácia, em março, Panamá, em maio, e Egito, em junho, o que aumentou a expectativa por sua participação no primeiro compromisso da Seleção Brasileira no Mundial.
Na partida contra o Marrocos, Ancelotti optou por iniciar o jogo com Igor Thiago no comando do ataque. Quando decidiu substituir o centroavante, alvo de críticas por oportunidades desperdiçadas diante do Marrocos e também contra o Egito, o treinador escolheu Matheus Cunha. Endrick permaneceu em aquecimento até o esgotamento das substituições da equipe.
E quais são os motivos?
Segundo os jornalistas Pedro Lopes e Rodrigo Mattos, do UOL, a comissão técnica vê Endrick como um atleta de grande potencial e entende que ele pode contribuir ainda nesta Copa do Mundo. No entanto, existe uma preocupação relacionada ao cumprimento das funções táticas exigidas por Ancelotti para a posição de centroavante.
O treinador espera que o jogador mais avançado exerça pressão intensa na saída de bola adversária. Embora tenha capacidade para executar essa tarefa, Endrick possui o hábito de recuar com frequência para participar da construção das jogadas em regiões mais baixas do campo.
Na avaliação da comissão técnica, esse comportamento faz com que o atacante perca posicionamento para executar a pressão sem a bola. Por isso, Ancelotti tem trabalhado para que Endrick permaneça mais próximo da área adversária e mantenha sua posição no setor ofensivo.
Pessoas que acompanham o dia a dia da Seleção Brasileira relatam que o atacante demonstra grande talento nos treinamentos, mas também apresenta uma característica marcante de improvisação e tomada de decisões próprias. De acordo com esses relatos, ao receber orientações e correções durante as atividades, ele nem sempre incorpora as mudanças de forma imediata.
Um dos exemplos citados envolve uma situação em que o treinador orientou o jogador a dominar a bola antes da finalização. Após concordar com a instrução, Endrick repetiu uma jogada semelhante pouco depois e voltou a finalizar de primeira.
Pessoas ligadas ao estafe do atleta, por outro lado, entendem que o impacto produzido por Endrick quando entra em campo demonstra que as questões táticas e o trabalho sem a bola não representam um problema em seu desempenho.
Internamente, a comissão técnica não trata a situação como algo preocupante ou fora do padrão. Para Ancelotti e seus auxiliares, trata-se de um processo natural de desenvolvimento de um jogador jovem e considerado extremamente talentoso.
Mesmo assim, a expectativa é de evolução na consciência tática e no posicionamento para que Endrick amplie suas oportunidades e tenha participação mais relevante ao longo da Copa do Mundo. O Brasil volta a campo na próxima sexta-feira, dia 19, quando enfrenta o Haiti, na Filadélfia.
Confira mais notícias sobre Endrick e outros famosos nas redes sociais do jornalista Daniel Neblina.




