Famosos revelam seus rituais para assistir ao jogo

Camisa da sorte, terço no bolso, sal grosso perto da televisão: quando o assunto é futebol, boa parte dos famosos brasileiros confessa que segue rituais tão firmes quanto os dos próprios jogadores em campo. Com a proximidade de grandes competições, celebridades voltaram a falar abertamente sobre os costumes que repetem sempre que a Seleção — ou o time do coração — entra em campo, e as histórias mostram que a superstição não é exclusividade de torcedor comum. Cantores, apresentadores, empresárias e ex-atletas dividem confissões parecidas: pequenos gestos repetidos que, segundo eles, ajudam a atravessar os noventa minutos com um pouco mais de tranquilidade — ou pelo menos com a sensação de estar fazendo a própria parte pela vitória.

Amuletos que não podem faltar

Karla Felmanas, VP da Cimed, é uma das que mais leva a sério esse tipo de ritual: ela afirma acordar já mentalizando a vitória, assiste às partidas sempre com a mesma camisa e mantém um terço por perto, tratado como verdadeiro amuleto da sorte. Já Ju Ferraz, CMO da Holding Club, aposta em outra prática: deixa sal grosso próximo à televisão durante os jogos, na crença de que o gesto ajuda a “limpar a energia” do ambiente.

No mundo do esporte, esse tipo de hábito também é comum entre ex-atletas que viraram figuras públicas. Denilson Show, por exemplo, contou que usava a mesma chuteira do treino durante os jogos importantes, como forma de manter a sensação de confiança da rotina. Milene Domingues, ex-jogadora de futebol, também tem seus próprios códigos: evita repetir a mesma peça de roupa depois de uma derrota, tratando a troca como uma forma de “zerar” a sorte antes da partida seguinte.

Nem todo ritual é sobre objetos

Para outras celebridades, o ritual está menos ligado a amuletos e mais à companhia. Lelê Burnier não abre mão de vestir uma camisa vintage da Seleção e faz questão de reunir amigos para criar o clima das grandes competições. Bianca Corona prefere decorar a casa em verde e amarelo para assistir aos jogos ao lado da família, enquanto Letícia Vaz aposta em churrascos e encontros que transformam a partida numa pequena celebração coletiva. Já Ana Paula Carneiro, curadora de alta joalheria, admite não ter superstição específica, mas reforça que o mais importante é simplesmente valorizar o clima do dia de jogo.

Os torcedores comuns seguem o mesmo roteiro

As manias dos famosos não estão tão distantes das que qualquer torcedor brasileiro reconhece no próprio grupo de amigos ou na própria família. Nota de dólar na carteira, trevo de quatro folhas, relógio no pulso direito, terço católico, bandeira do time pendurada em algum lugar da casa: os amuletos da sorte mais comuns entre brasileiros aparecem repetidamente em levantamentos sobre o tema, ano após ano, independente da competição.

Outro clássico é a regra do lugar fixo: quem vence um jogo importante sentado num canto específico do sofá dificilmente vai arriscar trocar de posição na partida seguinte. Também é regra não gritar “gol” antes da bola entrar na rede, sob pena de “azarar” o time — uma superstição tão popular que até quem não se considera supersticioso acaba seguindo por garantia. Cruzar os dedos nos pênaltis, evitar lavar a camisa “da sorte” durante uma sequência de vitórias e repetir a mesma roupa em dias de jogo decisivo completam a lista de hábitos que atravessam gerações em quase toda casa brasileira nos dias de partida importante.

O ritual mudou: agora tem celular na mão também

Se antes o ritual de assistir ao jogo em família ou entre amigos se resumia à TV, à comida e aos amuletos de sempre, hoje ele ganhou um novo elemento quase tão comum quanto a camisa da sorte: o celular ao lado, acompanhando a cotação da partida em tempo real enquanto o jogo passa na tela grande. Esse comportamento de “segunda tela” cresceu junto com a popularização das apostas esportivas licenciadas no país, e hoje faz parte do ritual de boa parte do público — famoso ou não — nos dias de jogo importante.

Para quem quer entender melhor como funciona esse mercado antes de embarcar nesse novo hábito, vale a pena conferir a Plataforma Chinesa, que reúne informações sobre operadores licenciados no Brasil. Quem já está mais familiarizado e busca uma casa específica para comparar odds também pode conferir a análise da BetLabel, uma das plataformas avaliadas entre as opções regulamentadas para quem acompanha jogos com esse tipo de acompanhamento em tempo real.

Como em qualquer forma de entretenimento envolvendo apostas, a recomendação de especialistas em proteção ao consumidor continua a mesma: optar sempre por operadores licenciados, definir um limite de gasto antes de começar e tratar a atividade estritamente como lazer — nunca como forma de recuperar perdas ou complementar renda.

O que esses rituais têm em comum

Por trás da variedade de amuletos, cores, comidas e companhias, os relatos de celebridades revelam um padrão parecido com o que a neurociência já explica sobre rituais pré-jogo: repetir os mesmos gestos, vestir as mesmas roupas ou ocupar o mesmo lugar no sofá dá uma sensação de controle e previsibilidade num momento de tensão emocional alta. Não é sobre acreditar literalmente que um terço ou um punhado de sal grosso muda o resultado da partida — é sobre transformar a ansiedade da torcida em algo mais parecido com uma rotina reconfortante.

Seja com camisa vintage, sal grosso, chuteira de treino ou decoração temática, o que une esses famosos é o mesmo sentimento que move milhões de brasileiros comuns todo fim de semana: a torcida como um ritual coletivo, cheio de pequenas manias que fazem o jogo valer ainda mais a pena. No fim das contas, ninguém garante que um terço ou um punhado de sal grosso realmente muda o placar — mas também ninguém quer ser a pessoa que decidiu testar essa teoria bem no dia de uma decisão.

Redação
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