Preso desde o dia 22 de julho, o rapper Oruam divulgou uma carta aberta nas redes sociais. Ele responde a acusações de associação ao tráfico de drogas, tráfico de drogas, resistência, desacato, dano, ameaça, lesão corporal e tentativa de homicídio qualificado contra o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz, da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Ele também foi denunciado por corrupção ativa e direção perigosa com habilitação suspensa.
Na carta, Oruam destacou que já completou 25 dias na prisão e afirmou que vive uma fase difícil, mas mantém a fé. “Sigo firme, com a certeza de que tanto a justiça dos homens quanto a justiça de Deus irão prevalecer. Não perco minha alegria, porque sei que essa perseguição tem um fim. Minha fé me sustenta e minhas orações são constantes, pela minha família, por cada um de vocês que sempre estiveram comigo e também por aqueles que me perseguem”, escreveu.
O artista pediu que os fãs continuem orando por ele, garantiu estar com a saúde preservada e disse que até engordou durante o período na prisão. “Quero que todos saibam que estou bem, com a cabeça erguida e o coração cheio de esperança. Agora está mais fácil de mandar recados a vocês e prometo ser mais presente mesmo diante do caos. Tudo que tenho e tudo que conquistei devo a cada um de vocês. Continuem ouvindo minhas músicas, esse é meu maior incentivo”, acrescentou.
Veja:
A prisão de Oruam ocorreu durante uma operação da Polícia Civil no Joá, Zona Oeste do Rio, para cumprir mandado de busca e apreensão contra um adolescente suspeito de tráfico de drogas e crimes patrimoniais. Segundo a denúncia, o cantor e outros indivíduos teriam atirado pedras contra os agentes, colocando em risco a integridade física dos policiais. Para a juíza Tula Correa de Mello, do III Tribunal do Júri da Comarca da Capital, a conduta dos acusados causou “profundo abalo social” e contribuiu para “uma perigosa inversão de valores diante da atuação das forças de segurança pública”.
Em nota enviada à imprensa, a defesa do rapper afirmou que ele nunca foi condenado por tráfico, é réu primário, tem endereço fixo e se apresentou voluntariamente à Justiça. Os advogados sustentam que as acusações carecem de provas concretas e que a imagem do artista estaria sendo alvo de criminalização por preconceito. “Oruam é músico, trabalhador e referência para milhões de jovens. Lamentamos abusos de autoridade, excessos e versões que não condizem com os fatos. A música mudou sua vida e de sua família, a arte salva vidas e transforma”, diz o comunicado.
A defesa pede que o processo seja conduzido com base em provas reais, sem uso político da imagem do artista, e que seja respeitado o direito de responder às acusações em liberdade. Enquanto aguarda a decisão judicial, Oruam mantém contato com os fãs por meio das redes sociais e insiste em reafirmar sua confiança na Justiça.